[Entrevista – Big Data Week] Como escolher o palestrante ideal para seu evento corporativo

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Posted on August 29, 2019

O Big Data Week é um evento global que já está no hall dos principais eventos de tecnologia que acontecem no país. O BDW nasceu em Londres, em 2012, e já há 6 anos desembarca no Brasil, mais precisamente na cidade de São Paulo. Além das edições em Londres e São Paulo, o BDW ainda leva conteúdo sobre big data para cidades como Madri, Santiago e Buenos Aires.

Neste ano, o Big Data Week ganha dois dias seguidos de palestras e debates: no primeiro, gerentes, diretores e executivos c-level vão ver apresentações com um direcionamento maior para as soluções de negócio e tendências sobre Big Data Analytics. Já o segundo dia é voltado para CDOs, CTOs, cientistas e engenheiros de dados que querem se aprofundar em ética ao gerenciamento de metadados, segurança de dados de dados, monetização do big data, entre outros temas do setor.

A InEvent conversou com Eduardo Barbosa e Eduardo Miranda, que, junto a um pequeno time de organizadores de eventos, fazem o Big Data Week acontecer a cada edição. Eles contaram pra gente como fazem a curadoria de palestrantes para o evento, para escolherem o palestrante ideal. Fique de olho nessas dicas!

Dentro de todo o processo de gestão de eventos, qual o nível de importância da escolha dos palestrantes na organização do Big Data Week como um todo?

Eduardo Barbosa: Acho que é uma da coisas mais importantes. É uma das coisas que mais atrai público pro nosso evento é a qualidade dos nossos palestrantes. A gente vem trabalhando com um grupo técnico formado por pessoas da área de Big Data, IoT, Machine Learning e Analytics que nos ajudam a fazer a escolha desses palestrantes. Esse grupo tem a função de escolher as melhores palestras, os melhores conteúdos, para o evento. Nós tentamos pegar o que há de mais falado, os melhores conteúdos do momento, e esse grupo técnico escolhe os palestrantes de acordo com o currículo e com o conteúdo que eles queiram apresentar.

Time responsável pela organização do Big Data Week em São Paulo (Foto: Divulgação)

Conte pra gente como é o processo de curadoria/escolha e confirmação desses palestrantes.

Eduardo Barbosa: Temos uma equipe que cuida da organização do Big Data Week como um todo. Nós recebemos pelo nosso site e-mail alguns pedidos de trabalho que querem apresentar no nosso evento. A partir desse momento, entregamos essa primeira leva de possíveis palestrantes para esse comitê. É esse grupo quem seleciona os melhores palestrantes e conteúdos que vão entrar no Big Data Week.

Eduardo Miranda: A gente não tem call for paper. As pessoas realmente se interessam pelo que a gente vem construindo nos últimos 6 anos e, por conta própria, fazem a submissão.

Na prática, estamos o ano inteiro prospectando palestrantes. Porque nós sempre vamos acompanhando quem está em destaque, quem chega com um conteúdo relevante… o nosso foco é no Brasil, com conteúdo em português, mas estamos sempre de olho no que está acontecendo nos EUA, por exemplo. Tem vários eventos norte-americanos que a gente segue nós acompanhamos essas pautas, e nossa equipe de curadores daqui vai avaliando, vai falando “isso é realmente relevante trazer porque ainda não tem gente no Brasil falando disso”.

O que um palestrante deve ter para que seja uma atração no Big Data Week? Há pontos que vocês destacariam?

Eduardo Barbosa: Uma coisa que é exigência nossa, que a gente não tolera, é usar o palco para fazer propaganda de si mesmo.

Eduardo Miranda: A gente não se importa se a pessoa está engajada em mídia social, o importante é entregar conteúdo de qualidade. O nosso público é majoritariamente corporativo e os temas abordados são voltados para este público.

Eduardo Barbosa: Se a pessoa tiver uma pesquisa que seja voltada pro mercado, a gente pode acabar chamando. Mas o foco é mesmo um conteúdo de mercado.

Palestras sobre Big Data marcaram a última edição do evento, em 2018 (Foto: Divulgação)

Na opinião de vocês, quais elementos uma palestra de tecnologia deve ter para que seja encantadora ao público?

Eduardo Miranda: Acho que o único ponto que nos interessa é o conteúdo. Se o cara chegar no palco com um slide só, e conseguir segurar a apresentação só com isso, pra gente não tem problema nenhum. Inclusive já tivemos exemplos assim que foram um sucesso.

Eduardo Barbosa: Durante o ano todo a gente busca pessoas que possam falar sobre os principais tópicos que vêm sendo discutidos no mercado. Tentamos sempre priorizar essa forma.

Qual o principal desafio para o organizador de eventos quando o assunto é a definição de um palestrante ideal?

Eduardo Barbosa: O mais difícil pra gente mesmo é a escolha do palestrante. A gente começa fazendo uma pesquisa dos temas que estão correndo o mercado, tanto o Brasil quanto internacionalmente, a gente tá de olho também nos eventos que acontecem nos Estados Unidos, porque o Big Data Week é um evento global. A partir desses assuntos, a gente tenta procurar profissionais que sejam referência desses temas no Brasil. E aí a gente começa a entrar em contato, perguntamos ao possível palestrante qual conteúdo ele gostaria de apresentar. Então levamos essas informações pro nosso comitê avaliar, e depois tentamos fechar a agenda. Então, é um processo longo, mas o mais difícil é mesmo a seleção de conteúdos que queremos focar em cada edição.

Analisamos também o que foi falado nos eventos sobre Big Data aqui no Brasil, porque também não queremos levar conteúdo repetido pro nosso público.

Vocês incentivam o palestrante a divulgar o evento? Porque, querendo ou não, o palestrante pode acabar exercendo o papel de um marketing mais espontâneo do evento…

Eduardo Barbosa: A gente tem alguns cupons de desconto pro palestrante, que ele pode divulgar como quiser. Essa iniciativa vem dando bastante certo pra gente. O LinkedIn também acaba sendo uma boa ferramenta pro próprio palestrante divulgar o evento em seu perfil, o que acaba sendo uma vantagem pro próprio palestrante, que vai mostrar que vai apresentar um conteúdo próprio no evento, é uma autopromoção.

Falando em redes sociais, como essa ferramenta pode ser útil para medir o que o público do Big Data Week quer ver no evento?

Eduardo Barbosa: Nós temos uma pesquisa de personas e também temos um blog onde postamos nossos conteúdos. A partir dele, a gente avalia o que as pessoas estão comentando dos nossos conteúdos, os acessos, o que gerou mais interação, muitas vezes através do Google Analytics. E essa ação é importante também pra gente entender o que nosso público quer ver.

Então, tem essa parte de pesquisa nossa, com o suporte do nosso comitê técnico, que avalia o que está sendo comentado no mercado de tecnologia do Brasil e do mundo. E também tem essa parte das redes sociais, que a gente busca acompanhar sempre, pra ver o que está dando retorno.

E em qual período do planejamento do evento começa a apuração para selecionar os palestrantes do Big Data Week?

Eduardo Miranda: Na verdade, esse processo começou há mais de 5 anos (risos). A todo instante, a cada nova matéria internacional que sai, a gente avalia o conteúdo e já pensa em quem poderia falar sobre aquilo no Brasil.

Eduardo Barbosa: Quando acaba uma edição, a gente já tá pensando na próxima.

Então, a gente  tem esse trabalho de dar atenção para o evento o ano inteiro, é um trabalho diário. Assim que acabar a edição de 2019, no dia 3 de novembro, já começamos a trabalhar nos pontos negativos do evento, no que pode melhorar na próxima edição, em qual conteúdo a gente pode apresentar no ano seguinte… então, é uma pesquisa contínua. Nunca para.

Como vocês fazem para saber o que o público do Big Data Week quer ver na programação?

Eduardo Miranda: Vamos falar bastante sobre a Lei Geral de Proteção de Dados, que entra em vigor no Brasil em agosto do ano que vem. O mercado também fala muito sobre Inteligência Artificial, mas tem muita gente ainda buscando entender o que é isso e, quem já sabe, encontra dificuldades para montar uma equipe de alta performance nesse sentido. Então, vamos falar sobre como é o processo de construção de um time de cientistas de dados mais capacitado. Tem também acontecido uma movimentação no mercado, de empresas que estão movimentando suas aplicações para soluções em nuvem, como a AWS, Google Cloud, Microsoft Azure, Oracle Cloud. A grande novidade são os dois dias de evento. Um deles com direcionamento maior para as soluções de negócio e tendências sobre Big Data Analytics, como a inteligência artificial está sendo aplicada e como gerenciar e capitalizar grandes quantidades de dados. No segundo dia, o foco será maior nas soluções técnicas, melhores práticas e os mais recentes avanços tecnológicos, estratégias de dados e governança de dados.

BIG DATA WEEK

Dias 01 e 02 de novembro

Centro de Convenções Rebouças, em São Paulo

Informações sobre ingressos:

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